#EUSOFRIBULLYING


13 Reasons Why - Why would a dead girl lie?


Eu assisti essa série pensando que seria só mais uma, só que ela passou muito para o pessoal e preciso falar sobre ela. 

A série é narrada por Hannah Baker, garota que se suicida, e ela conta os treze porquês dela ter feito o que fez e ao mesmo tempo dessa narrativa, Clay Jensen sofre a perda da garota e tenta fazer com que esta perda não passe despercebida. 

Muitas pessoas machucam as outras, por brincadeira ou por que querem. 
Chegando na escola nova, Hannah se depara com boatos sobre ela e sofre sem saber o que fazer. Depois é machucado por amigos que vão embora e fotos reveladoras tiradas por um babaca do colégio... Não acaba ai, Hannah sofre os seus piores momentos na festa da Jessica, antiga amiga, e procura ajuda em cartas e postagens poéticas. 

Todas as situações que ela passa poderiam ser resolvidas, você vê de fora e percebe que tem um jeito, só que ninguém tenta resolver...
E a dor da jovem aumenta quando os pais não param para escuta-la, mas tudo isso ocorre nas entrelinhas dos episódios. 

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Quem oprime, um dia foi oprimido. 
E após ver a série eu pergunto: 

Até onde alguém pode suportar as brincadeirinhas?


Nós, jovens confiamos muito nas pessoas. Não paramos para nos perguntar: " Será que to falando demais?" e só percebemos isso quando batemos a cara. 
Adolescência é uma fase onde os hormônios aumentam e os pequenos problemas parecem avalanches, é uma fase boa em alguns aspectos, mas ruim em muitos outros. 
O principal problema da adolescência é quando você é o zuado inseguro de si e não sabe resolver os seus problemas.

Vou dar o meu testemunho do Bullying... Fique tranquilo, não citarei nomes. 

2014, eu estava no sexto ano e tinha acabado de mudar de escola. Toda insegura e passando como nerd para a nova escola.
No primeiro dia de aula eu fiz uma amiga cheia das coisas iguais as minhas, gostávamos de História. de ler, de música, de mitologia e tudo mais. Fomos amigas durante "muito tempo".
Quando saiu o resultado das provas do primeiro bimestre, eu continuei com as notas exemplares da outra escola e ela ficou com a média normal da sala. Incrivelmente ela ficou brava comigo por ter tirado mais que ela e a situação começou a ficar estranha. 
Mas segui a vida, sem parar de  contar tudo para ela. 
Eu continuei o segundo bimestre sendo queridinha dos professores, com notas altíssimas e trabalhos exemplares.  
Então, um dia no começo do segundo semestre do ano ela se afastou; não entendi nada. "Por que ela fez isso?" A sua desculpa era que eu era grudenta e que não me aguentava mais, fiquei chateada mas continuei a vida.

Com os dias as pessoas começaram a se afastar de mim e eu comecei a receber recadinhos hostis: "Você é gorda.", " Você é feia!", "Ninguém gosta de você." 
Chorei muito com esses comentários, mas não abri minha boca sobre o que estava ocorrendo. 
Todos os dias as pessoas me olhavam com ódio, não falavam comigo. Me senti sozinha no mundo. 
Depois de algumas semanas eu não queria ir mais ao colégio, e minha mãe se preocupou com isso. 
"Não é nada mãe, estou um pouco cansada." - essa era a desculpa de sempre.
Comecei a chorar pedindo que minha mãe me tirasse do colégio, mas não tinha como...

Os comentários e os bilhetes hostis não acabaram, na verdade aumentaram e comecei a receber desenhos com o meu corpo desenhado nos papeis. 
" Você é gorda!" muitos diziam, nos desenhos falavam que eu não tinha corpo e que o que eu tinha de busto e perna era gordura. 

Um dia meu irmão pegou um papel e contou tudo a minha mãe, o odiei por isso. Ele não tinha que se intrometer nisso! Onde já se viu?
Aquilo porém foi o melhor para mim, minha mãe foi a diretoria e conversou com a coordenadora que prometeu ficar de olho no ocorrido. 
Fomos chamadas na sala, e a menina brigou comigo por eu ter conversado com minha mãe sobre o assunto. " Isso acontece na escola, não tem que ser levado para casa. Os pais não deveriam se intrometer" - ela argumentou uma vez.

Quando uma das chamadas a diretoria acabou, eu corri ao banheiro chorando compulsivamente por ter que sofrer aquilo. O sinal bateu e todos saíram da sala, lavei o rosto e fui pegar meu material.
Uma menina veio me contar que uma professora, a mulher que eu ajudava de tarde me protegera na sala de aula falando que eu tinha corpo sim e que se eu não tivesse isso não era da conta de ninguém. 
Lembro-me de um professor de religião que me ajudou, ele conversava muito com a minha mãe nessa época e me aconselhava na aula. 
Com o tempo a dor foi diminuindo e quem me conhecia de verdade falava bem de mim. 

As conversas sobre o bullying aumentaram, e eu comecei a me sentir melhor. A menina me odiava a cada dia mais, e até teve casos que me acusou de praticar bullying com ela. 
Mas sempre que vinha descontar a sua raiva em mim, eu ficava calada ouvindo tudo.

O ano passou, a minha mãe fez questão de me colocar em turma diferente da dela e o bullying foi esquecido...
Mais ou menos. A lembrança da menina que era gorda e não tinha corpo ainda corre na mente de algumas pessoas, mas a maioria esqueceu e viu quem realmente sou. 

Hoje, eu sou respeitada na sala de aula e ninguém me critica do jeito que ocorreu em 2014...
Nesse caso eu não sofri algo tão ruim, não me suicidei por isso. 

A pessoa que sofre bullying tem que ser incrivelmente forte para suportar as agressões. E no meu caso o bullying foi para a internet e sofri lá também....

Gente, bullying não é brincadeira. Parem de agir como se fosse!! A pessoa que pratica provavelmente já sofreu ou é oprimida de alguma forma que desconta a sua raiva machucando os outros. 
Resultado de imagem para bullying tumblr portuguesE a pessoa que sofre não é dramática. 

Suicídio é uma prática extrema de quem sofre bullying e a pessoa não é fraca por se suicidar, é forte. Ela deixa para trás todos os seus sonhos, seus amores, parentes. Deixa na vida que viveu tudo que poderia ser um dia e resolveu abandonar tudo isso.

A dor cega as pessoas fazendo com que elas não vejam quem as ama. 
Eu ainda consegui ver quem me amava, consegui sair da dor que o bullying me passava. 
Não brinquem com a dor dos outros. A vida dos outros tem que ser protegida, não agredida!!
Não pratique isso, a dor é enorme e o risco também...

Ao contrário, ajude quem sofre e faça o mundo desta pessoa mais colorido! 

DIGA NÃO AO BULLYING!

Tiffany

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