Universos que criamos.


"We can live in a world that we design."


As vezes eu me deparo com as pessoas, não é como encontra-las, é como pensar no que elas estão sentindo. Isso apavora todos os corações, até os mais experientes.
Acredito que cada pessoa tem um Universo enorme dentro de si, cada pessoa tem seus buracos negros que sugam suas energias nos piores dias e também tem seus momentos de Super Nova. Cada pessoa tem enormes estrelas dentro de si e janelas por toda parte que mostram um leve vislumbre desse Universo, uma das janelas é conhecida por ver tudo.

Imagem relacionadaOs olhos são enormes janelas que trazem um pouco do mundo interior das pessoas, independente de qual cor eles forem. A cor só mostra a coloração que o Amor escolheu para pintar seus Universos, independente de serem azuis, verdes ou castanhos; todos os olhares trazem um pouco de dentro para fora.
E o mais intrigante sobre isso é que por mais que você conviva com a pessoa, você nunca vai conhecer o Universo dela por completo. Você nunca vai olhar para ela e saber exatamente o tamanho do buraco negro que quer engolir sua alma. Na verdade, nem a própria pessoa conhece seu Universo por completo. E isso é incrível.

Os nossos Universos são pequenas caixas de surpresa, todos os dias as abrimos esperando saber o que vem por aí. As vezes só recebemos coisas novas, outras vezes só liberamos e vivemos assim. Cada Universo com seus detalhes, cada mundo com seus desenhos, é assim que funciona.
Todos somos artistas, pintores, cronistas e atores.
Algumas vezes pintamos nossos Universos com tintas diferentes das originais, colocamos um amarelo ou um rosa bebê aqui ou ali. Penduramos as fotografias que queremos levar conosco para o resto da vida, como aquele beijo que foi imperfeitamente perfeito; ou aquela viagem em que o Sol banhava o horizonte toda a manhã de forma poética.
Algumas vezes fingimos não sentir algumas coisas, ignoramos algumas ofensas para não abrir novamente o buraco negro que trabalhamos duro para fechar. As vezes nos fantasiamos e saímos por ai como loucos, normalmente estamos fantasiados e atuamos de forma impecável para que só uma pessoa de sorte possa ver nossa máscara cair e entrar de vez em nosso Universo.
Muitas vezes somos músicos e tocamos as melhores melodias para a plateia brilhante que temos dentro de nós. Não tocamos as melodias somente com os dedos rápidos que correm as teclas dos pianos e as cordas do violão, tocamos as melodias com a alma. Com cada escolha que fazemos soltamos uma nota, com cada beijo que damos soltamos um acorde e fazemos nosso Universo inspirar e expirar música o tempo todo, tornamos isso vitalmente magnifico.
Muitas vezes somos escritores e escrevemos clichês nas paredes de nossos corações esperando que essas lendas se cumpram, que alguém nos ame e nos transborde. Escrevemos nas paredes infinitas cheias de estrelas algumas reflexões enquanto a enorme orquestra toca a entrada triunfal de uma epifania.

Nossos Universos são preenchidos todos os dias por informações novas e mais interessantes, porque outros Universos compartilham suas angustias e alegrias com os nossos. Tudo que um Universo tem hoje é resultado de uma corrente sociável de outros mil Universos.
Estão todos interligados no grande complexo de amor do grande escritor que conta Sua história através de nossas estrelas e de nossas pinturas.

Alguns dizem que somos loucos, outros dizem que sonhamos demais. Não, nós não somos apenas loucos e sonhadores; nós somos vida. Nós vivemos a vida como ela é, vivemos a nossa história de forma totalmente inédita, nós aproveitamos cada árvore, cada pôr do sol, cada sorriso e cada Universo que passa pelo nosso caminho.
Temos de tudo para fazer nosso mundo ser único, acordamos na madrugada por conta das mil cores que entram na nossa cabeça para pintar mais uma parede. Nós acordamos de madrugada com mil sonhos que queremos viver!
Somos loucos? Muito, mas somos felizes com isso, encontramos a felicidade nisso.  Encontramos a felicidade em olhar outros Mundos e Universos correrem de um lado para o outro brincando com os filhos. Encontramos a felicidade olhando pequenas Super Novas sorrindo enquanto curtem um show sensacional de uma boa banda. Encontramos a felicidade vendo que fizemos o que o Amor pediu, encontramos a felicidade nos sentindo completos. Nós encontramos a felicidade no Amor. 

Nós, Universos, não nos preocupamos com chorar porque isso lava as tintas gastas pelos buracos negros. Nós, Universos, não nos preocupamos em amar porque isso traz novos sonhos, novas melodias e novas tintas para preencher nossos buracos. Nós, Universos, não nos preocupamos em correr para dentro de nossos Mundos quando a situação endurecer no mundo lá fora. 

Corremos para o mundo que desenhamos, contemplamos as nossas estrelas, vemos as paredes que pintamos e as que poetizamos. Vemos os estragos dos buracos negros e sabemos que aprendemos com cada destruição que vivemos. 

Não é algo perfeito, mas quem disse que o perfeito é sempre bom? Somos Universos perfeitos nas nossas imperfeições. 

Tiffany


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